VENDER o PASSADO

21/02/2017 06:56

O PASSADO VENDIDO pelos TOCOS do MEIO do CAMINHO.

 

O PASSADO é mina de ouro inesgotável para os TOCOS no MEIO CAMINHO.  Quando percebem que TUDO está PERDIDO, e NADA PODEM FAZER, encontram o PASSADO a ser VENDIDO a VAREJO e a GRANEL. Evidente é um PASSADO postiço, inventado e mitificado ao gosto e na medida da ganância dos TOCOS que se apropriaram da POSSE dos CARGOS e do PODER.

A HISTÓRIA é sempre uma narrativa. Porém, nem toda narrativa é HISTÓRIA.

A busca da raça PURA de um POVO ARIANO - vinda de um mítico  TIBET, que nunca existiu -  é mais comum e ativa do que se possa acreditar.

Todos os TOCOS do PODER no MEIO CAMINHO  necessitam apontar para um ORIGEM MÍTICA que os TORNARIAM PRECIOSOS, SUPERIORES e MERECEDORES do lugar de TOCOS do PODER que agora ocupam  no MEIO CAMINHO. É a origem das dinastias de sangue do Profeta ou de mitificados fundadores de clãs dominantes e que se projetam,  precipitam e atropelam o PRESENTE completamente distinto e diferente deste PASSADO inventado.

A HISTÓRIA NÃO É o PASSADO. Os profissionais das narrativas - que expressam algo que se aproxima eventualmente do conceito aceitável de HISTÓRIA - sabem que este conceito necessita dar-se conta de que é tal a força da solidariedade das épocas que os laços da inteligibilidade entre elas se tecem verdadeiramente nos dois sentidos. A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas talvez não seja mais útil esforçar-nos por compreender o passado se nada sabemos do presente . Marc Bloch 1976, p.42.[1].

Uma das sínteses mais produtivas deste fluxo da TORRENTE do TEMPO - na qual TODOS ESTAMOS mergulhados - é proveniente da dura e frontal interrogação do pintor Paul GAUGUIN  (1848-1903), no seu quadro testamento, com o título “ - Donde Viemos - O que Somos - Para Onde Vamos”.

O pintor chegou a este síntese ao constatar que os “PROBLEMAS NÃO são PARA SEREM RESOLVIDOS e ELIMINADOS: SÃO PARA NOS FAZER CAMINHAR”,  ou “CAMINHOS se FAZEM ao ANDAR” na expressão do poeta Antônio MACHADO.

 A busca de GAUGUIN pelo MITO da FELICIDADE - cuja chave estaria com os POVOS PRIMITIVOS - terminou em tragédia pessoal  e naufrágio de toda a sua bagagem construída,  recheada e mantida pelo “MITO do PASSADO COLETIVO da CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL”.

O castigo destes temerários é se enredarem neste seu PASSADO FORJADO, a ponto de não DISTINGUREM o que é SEU e PRÓPRIO,  daquilo que é dos OUTROS TEMPOS, LUGARES e SOCIEDADES. Esta IGNORÂNCIA  do PRESENTE significa a ALIENAÇÃO VOLUNTÁRIA de SUAS INTELIGÊNCIAS, de suas VONTADES e dos seus próprios SENTIMENTOS.

 

Um FATO INEXISTENTE do PASSADO RECENTE;

https://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Internacional/2017/02/610741/Trump-cita-incidente-terrorista-inexistente-na-Suecia-

 

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 “Donde Viemos – O que Somos - Para Onde Vamos”  de Paul GAUGUIN (1848-1903)

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[1]              BLOCH, Marc (1886-1944)  . Introdução à História.[3ª ed] Conclusão de Lucian FEBVRE - .Lisboa :Europa- América  1976  179 p.

 

 

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