IMAGEM

07/05/2013 17:35

Imagem. na época de mídia eletrônica é necessário admitir que o Poder Originário não possui uma imagem, ou então de uma imagem positiva de si mesmo. O poder da imagem é inconteste para Goethe, ao afirmar (1945: 11) que ela “desce ao coração da matéria penetrando ali na realidade do mundo”. De outra forma Mazzocut-Mit acredita (1994: 64) que “a  imagem possui poder pois opera a substituição de uma força exterior na qual uma força não aparece a não ser para aniquilar uma outra força numa luta de morte, signos de força nos quais sinais e índices, que não possuem necessidade de serem vistos, constatados, mostrados depois contados e recitados para que as força, dos quais eles são o efeito, seja acreditada e com a imagem não se discute” No plano da pesquisa e da identificação de uma agente, Bourdieu mostra (1996: 206) que “se recolhermos atos e ações de ator social surgirá uma imagem de sua imagem”. O mesmo sentido e vigor da imagem podem ser encontrados em Arendt (1983: 193) e Chartier (1998: 179). As classes, as categorias e as instituições do Poder Originário, carentes da sua imagem identificadora, podem ser surpreendidas e jogadas na heteronímia pelo formalismo e construtivismo de um desenho externo e mediado e alheio aos seus interesses. Especialmente se estas imagens são da natureza daquelas que Sergio Miceli[1] estudou da elite brasileira entre 1920 e 1940.



[1] - MICELI, Sérgio.Imagens negociadas: retratos da elite brasileira (1920-1940). São Paulo:  Companhia de Letras, 1996,  174p.

 

 

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