AUTONOMIA

13/05/2013 19:33

Autonomia: constitui um dos entes primitivos centrais do presente trabalho. Para elcidar este termo o jurista Clemente Mariani elucidou que “no conceito de autonomia há dois elementos essenciais: um é o das raias que limitam a ação;  o outro, é o poder de agir livremente dentro dessas raias. Sem raias limitadoras, estaríamos em face, não da autonomia, mas da soberania ou do arbítrio. Assim entendido, seria ilógico falar-se em autonomia ‘absoluta’: o conceito é sempre relativo e a amplitude do círculo de liberdade pode sofrer infinitas variações” (in Nóbrega, 1952, p. 329) Para Kant (Crítica da Razão Prática. Livro I Teorema IV) “a autonomia da vontade é o único princípio de todas as leis morais e dos deveres correspondentes as mesmas. Por outro lado, toda a heteronímia do livre arbítrio, não só deixa de fundamentar  qualquer obrigação, como resulta contrário ao princípio desse arbitrário e moralidade da vontade” O teórico Schaeffer aponta (1992  p. 28).“a esfera estética é a subjetividade concreta e autônoma: na criação artística e nos julgamentos do gosto o indivíduo age livremente, sem se submeter a nenhuma heteronomia, seja ela teológica, conceitual ou ética.” Já os biólogas chilenos, Maturana e Varela, esclarecem ( 1996., p.41) “a pergunta pela autonomia do vivo é tão velha como a pergunta pelo vivo. São só os biólogos contemporâneos os que se sentem incomodados face a pergunta: - como pode compreender-se a autonomia do vivo? Desde nosso ponto de vista, ao contrário, esta pergunta transforma-se no fio conduto que nos permite ver que para compreender a autonomia do ser vivo devemos compreender a organização que o define como unidade. E isso é assim porque é o dar-se conta dos seres vivos como unidade autônomas o que permite mostrar como sua autonomia usualmente vista como algo  misterioso e fugidio se faz explícita ao destacar que o que define como unidades é a sua organização autopoética, e que ela que simultaneamente se realizam e especificam a si mesmos.” Os mesmos partem do pensamento de Torres Nafarrate (in Maturana, 1996 pp XIII / XIV) quanto abrem parra a compreensão do termo “autopoiética” para eles na autonomia: “a célula expõe de forma manifesta a superação da correspondência ponto por ponto com respeito ao meio ambiente. A célula já não é só um componente constituído só de átomos ou moléculas, senão uma forma específica (autopoiética) de combinação dos ditos componentes. Essa forma-específica-de-combinação exige uma perspectiva de autonomia no sentido de que a célula requer da criação de distância em relação ao meio circundante. A autonomia do orgânico, em último termo, significa que só a partir da célula pode-se determinar o que é relevante e, sobretudo ,o que é indiferente: «Assim, diante dessa derivação natural  celular, as membranas operam transportando íons de sódio e cálcio, e não outros”. Os mesmos perceberam e Varela descreveu (1995 p. 210 que “A chave da autonomia é que um sistema vivo encontra, em cada instante, o próprio caminho para o seguinte, graças à adequação dos seus recursos” No entanto Maturana e Varela não deixam de apontar (1996: 41) que esta autopoesis, supõe “na biologia o exemplo da célula viva que necessita da membrana para proteger a competência da vida. Só  partir da célula viva é possível determinar o que é relevante”.

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