ADJETIVAR a ARTE

17/09/2017 03:04

ADJETIVAR a ARTE. 

 

Há necessidade de admitir que a ARTE não existe. Existem manifestações e expressões que se aproximam - ou se afastam - de paradigmas, padrões e ideias que a cultura humana denomina de ARTE.

 

De outra parte estes ideais, padrões e paradigmas  carregam consigo uma enxurrada de adjetivos e de superlativos que são acrescidos ao vocábulo ARTE, que em geral mais  desqualifica do que qualifica a natureza das suas expressões e manifestações. O mesmo acontece com os vocábulos LIBERDADE, DEMOCRACIA, HISTÓRIA e CIÊNCIA cuja natureza não admite adjetivações, pois correm  o risco de sua natureza mudar de sentido, de estreitar a sua compreensão e desaparecerem.

Assim a censura a uma obra de arte acontece quando um adjetivo abre oportunidade para que alguém crave um alfinete envenenado e mortal sobre ela. Na verdade este adjetivo - ou alfinete mortal -  desperta a curiosidade e a propaganda. Propaganda que produz o efeito contrário despertando a curiosidade que de fato a obra não possui na medida em que é arte.

Porém o pior efeito da censura é a obstrução e a desmontagem de qualquer pesquisa estética. Esta ameaça já pairava sobre a pesquisa estítica do período áureo  da arte grega quando Platão anotou (Diálogos – 1991, p. 417)[1] que “veríamos desaparecer completamente todas as artes, sem esperança alguma de retorno, sufocada por esta lei que proíbe toda pesquisa. E a vida que já é bastante penosa, tornar-se-ia então totalmente insuportável

No entanto o que percebe que, de fato -  esta tentativa de censurar, obstruir a pesquisa estética - possui sua origem em mentes doentias, constitui projeções e expressões de instituições a beira da falência e de civilizações lutando contra morte certa.

Não menos mortal é a mitificação - e não desagrega menos - o acréscimo decorativo e o uso em outros contextos. Subtrações e acréscimos gratuitos desqualificam a obra, o artista e a sua civilização.

Para as mentes doentias e para quem se equilibra a beira do abismo mais lógico do que projetar os estertores de sua agonia. Estes necessitam de companheiros na sua desgraça a quem repassar os virus da sua patologia mortal e adjetivar a arte com os germens de sua própria desagregação.

OBRAS de ARTE do PASSADO REPAGINADAS pela ÈPOCA PÒS INDUSTRIAL

https://arteref.com/pintura/anacronismo-18-imagens-das-estatuas-gregas-como-voce-nunca-viu/

FACE BOOK

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[1] PLATÃO ( 427-347) DIÁLOGOS – (5ª ed.) São Paulo : Nova Cultural, 1991 – (Os pensadores)

https://pt.scribd.com/doc/12868010/Colecao-Os-Pensadores-Platao

 

 

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