ESCRAVIDÃO & FELICIDADE

11/04/2015 05:35

ESCRAVIDÃO, FELICIDADE e SEGURANÇA.

Há um equívoco total se o objetivo da ESCRAVIDÂO é a felicidade e a segurança.

Uma vez que uma sociedade admite a escravidão a  tendência natural é se propagar neste corpo social da mesma maneira que  um câncer silencioso e mortal busca projetar as suas metáteses acumula destruição de todos os tecidos vivos. O problema é repassado ao Estado quando estes escravos se multiplicam e acumulam numa sociedade que admitiu esta doença social. Exemplos não faltam na História como no episódio do tempo do Nero quando do assassinato do prefeito de Roma que era dono de quatrocentos escravos

O episódio histórico mais significativo, ao menos durante o Principado, talvez seja o do assassinato de Pedânio Segundo, prefeito de Roma sob Nero.16 A sequência de eventos nos é relatada por Tácito em seus Anais, no livro XIV, 43: o prefeito fora assassinado por um de seus escravos mais próximos, ou porque a liberdade prometida lhe fora negada ou por ciúmes de outro escravo mais jovem. Uma antiga lei ordenava que todos os escravos sob o mesmo teto fossem sacrificados. E eram quatrocentos, incluindo mulheres e crianças. O jurista C. Cássio defendeu sua execução em massa com os seguintes argumentos: "quem será protegido por sua dignidade, se ela não ajudou ao prefeito da cidade de Roma? Quem será protegido pelo número de escravos, se os quatrocentos de Pedânio Segundo não o auxiliaram?". Cássio defendia a execução como instrumento de coação, como exercício público do poder para garantir o poder privado (44): "e se temos verdadeiras nações em nossa escravaria, com rituais diferentes, distintas coisas sagradas, ou mesmo nenhuma, essa lama só dominareis pelo medo". O medo devia vir do Estado. O domínio privado do senhor sobre seus escravos era questão de ordem pública”.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882006000200010

 

A escravidão - legal ou subliminar - pode ajudar a acumular fortunas e glórias militares. Porém a perspectiva de paz e a espera de uma legítima felicidade, estão inteiramente fora do seu alcance.

“Gasset fazendo uma menção a um diálogo entre Maurice Talleyrand e Napoleão onde Talleyran, opondo-se a sua política de hegemonia europeia, diz ao Imperador que; "Com as baionetas pode-se fazer tudo, menos sentar-se sobre elas" referindo-se que nenhum regime sustenta-se só pela força, acrescenta que o poder é menos uma questão de punhos e mais uma questão de nádegas”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ortega_y_Gasset

 

Imagem: Comando Vermelho: https://www.flickr.com/photos/95402332@N04/15085033683/

 

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