CAÇADOR de MARAJÁS

25/09/2014 07:18

O CAÇADOR de MARAJÁS

A casta dos “CAÇADORES de MARAJÁS”  brotou, prosperou e se reproduziu no Brasil ao longo de toda a sua História. Trata-se de fato transformar o projeto do combate aos EGOS CONCORRENTES num negócio lucrativo. O Brasil só teve marajás em literatura de péssima qualidade na mente de políticos mal-intencionados.  Políticos mal-intencionados cujo negócio é demolir  fama de autênticas  personalidades. Políticos que se arvoram em juízes oniscientes para colocar o seu o onipotente onipresente e eterno EU no lugar que eles acham que merecem estar. Para atingir este objetivo  “CAÇADORES de MARAJÁS”  colocam em dúvida a moral, a competência e o currículo do seu inimigo a ser demolido. Do êxito desta tarefa demolidora, insana e única depende a projeção, a fortuna e a vida deste político.

O caso mais exitoso e ainda não superado dos  “CAÇADORES de MARAJÁS”  no Brasil foi  Francisco Campos (1891-1968). Ele  foi  um agente ativo na Revolução de 1930. O Diário de Noticias Ano XIII nº 214  POA- RS o apresenta na capa do 10 de novembro de 1937 como comandante,  em 1931,  da “Legião de Outubro” em Minas Gerais. Nesta Legião ele combatia “o predomínio  a política do personalismo no qual residiam os males mais graves do nosso sistema político”.  Caçou e massacrou os mais preclaros líderes da Revolução de 1930 com a sua jurisprudência  e seu posto conquistado com o Estado Novo de 1937. Repetiu a sua caça a partir de 31 de março de 1964 massacrando os que prestaram relevantes serviços ao Brasil entre os 1945 e 1964 quando ele estava apagado dos noticiários brasileiros.  Francisco Campos foi o mestre da redação dos Atos Institucional (AI) que atingiram aqueles tinham conseguido glória e justa projeção. Exerceu esta arte  de forma ardilosa, eficiente e vitalícia.

Parece que contraditoriamente o remédio, para este mal, era criar personalidades aplastrantes, olímpicas e inquestionáveis para comandar este  “ESTADO DESPERSONALIZADO” que Francisco Campos sonhava. Porém para o seu EGO o perigo máximo e risco fatal  era a hipótese de ele ser dispensado e colocado num segundo plano.

Se Marcel Duchamp estivesse ao alcance deste “CAÇADOR de MARAJÁ”  este artista iria se arrepender de sua frase: ... 

“”Sob a aparência, estou tentado dizer sobre o disfarce, de um dos membros da raça humana, o indivíduo é de fato sozinho e único e no qual as características comuns a todos os indivíduos, tomados no conjunto, não possuem nenhuma relação com a explosão solitária de um indivíduo entregue a si mesmo”.

DUCHAMP. Marcel (1887-1968)  O artista deve ir à universidade?” in SANOULLET, Michel. DUCHAMP DU SIGNE réunis et présentés par Michel Sanouillet Paris: Flammarrion, 1991, pp. 236-239

DUCHAMP Marcel - 1887-1968 - A Noiva  1913-1923 - o grande vidro-

 

FRANCISCO CAMPOS

http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Campos

Contato

Poder Originário

prof.cirio.simon@gmail.com

Travessa PEDRO AMÈRICO nº 28 ap.11
Bairro São João - PORTO ALEGRE -RS
90.550-100

SEM TELEFONE

Pesquisar no site

© 2013 Todos os direitos reservados.

Crie um site grátisWebnode